Dentre as aquisições que fiz na FLIT (Feira Literária Internacional do Tocantins) um livro que custou apenas sete reais me surpreendeu. É um livro fininho com pouco mais de cem páginas e que eu adorei. Mas antes de falar sobre o livro, que eu acabei de ler ontem, vou falar sobre quando fui comprar ele. Vale a pena compartilhar... Eu estava com uma amiga passeando pela FLIT e vimos uma das bancas em promoção. A banca era grande e tinha de tudo. Os tais livros em promoção eram de assuntos variados e autores não muito conhecidos. Adoro "cavuncar" nesses lugares, sempre acabo achando alguma coisa muito legal. E dessa vez não foi diferente. Me aproximei do amontoado de livros e percebi que havia um casal de pais e um adolescente de uns quinze anos em meio a uma pequena discussão. A senhora era baixa, tinha os cabelos extremamente longos formando uma trança enorme, o homem era grisalho mas ainda sim com aparência jovial. Pelas roupas (e maneira de falar) de ambos, deu pra p...
A vida estava relativamente fácil com uma rotina de trabalhar o dia todo e ter um pouco de tempo livre a noite, já que o curso em que lecionava fechou e as aulas na UFT não estavam acontecendo devido a greve. Acontece que a greve acabou e a rotina voltou a ficar devidamente corrida. Quase que com um milagre e muita paciência e compreensão dos meus professores consegui conciliar dar aulas durante o dia e ainda assim cursar Nutrição que é um curso integral. Ao menos até o final desse ano. Trabalho desde os meus quatorze anos e sinceramente não sei o que é pedir dinheiro ao meu pai pra ir ao cinema. Independência financeira é uma coisa que uma vez provada você não consegue mais largar. Não digo que está sendo fácil. É difícil conciliar plano de aula, elaboração de tarefas e provas, correção e lançamento de notas, frequência nos diários com todos os milhões de trabalhos que os professores passam, artigos e livros pra ler e provas pra estudar. Mas...
O dia estava chuvoso como estivera dois dias antes quando chegaram ali. Eles estavam no quarto de hotel, não muito grande, mas aconchegante e sutil, perfeito para os dois. Dia 03 de Janeiro de 2014. Uma sexta feira que a marcaria para sempre mas ela não fazia ideia. Acordou preguiçosa. O quarto abafado com aquecedor ligado no máximo e o barulho das gotas de chuva que batiam na janela de vidro compunham o cenário. Admirou os passantes na ruela lá fora, casais apaixonados que mesmo com o clima frio e a chuva que caia, caminhavam de mãos dadas trocando sorrisos e olhares. Não era de se admirar, não estavam em um lugar qualquer, estavam na ilha mais romântica do mundo, no lugar dos casais apaixonados, na cidade do amor. Cidade que despensa carros, ônibus, motos, ou qualquer outro meio de transporte que não seja bicicleta ou algo fluvial. Pequena e aconchegante como as casas, ...
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